quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Ah, eu quero...
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Coloquei o leite no fogo...
... e vim dar uma espiada na internet. Na primeira página que abri já tinha uma baita revolta por causa do trabalho escravo na Zara.
Na linha de baixo, outra chamada garrafal jogava na minha cara que a Líbia tá, literalmente, pegando fogo.
Próximo link, e fiquei sabendo que o caso contra Baptiste foi arquivado.
Ok, cansei e fui pro Twitter. E lá fiquei sabendo que um operário aqui em Viçosa caiu do prédio em construção e morreu (e lotou de popular querendo ver o defunto).
Ainda no Twitter, dei de cara com uma revolta sobre odiar rodeios e coisas assim.
Chega! Vou ligar a TV, deve ter desenho passando. Qual nada...
Era um tal de “super-salários dos senadores”...
... falta de médicos de todo tipo nos hospitais da Líbia..
... crianças fazendo arrastão em hotel...
SANTA RITA! É notícia demais, revoltas demais e tempo pra reagir a isso tudo de menos! Claro que as pessoas estão anestesiadas! São avalanches diárias! Antes mesmo de eu formar opinião sobre um assunto, já me chegam com outro! E...
... peraí, que o leite tá quase entornando no fogão.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Música pra gente comprar
Tem uma pesquisa relatada no livro "Using background music to affect the behavior of supermarket shoppers", de Ronald E. Milliman, que chegou a um resultado muito legal. Passaram 9 semanas variando as músicas que eram tocadas no interior de um supermercado e os pesquisadores observaram que:
- quando a música era mais rápida, os compradores se moviam mais rapidamente entre as gôndolas;
- quando eram mais lentas, obviamente, eles se moviam mais devagar pelo ambiente.
Mas sabe o bacana? Quem se movia mais rápido ficava menos tempo lá dentro, como se a música rápida - mesmo não sendo percebida pelo consciente deles - os deixassem em situação de angústia e quisessem sair dali logo pra resolver outras coisas. Já o pessoal que ouvia as músicas mais lentas ficavam lá dentro do supermercado mais tempo.
Aí pergunto: quem você acha que comprava mais? Quem via mais coisas por se mover mais rápido, ou quem ficava mais tempo no local?
Quem ficava MAIS TEMPO. A música lenta provocava um aumento observado de 38% (!!) nas compras nos momentos em que a música tocada era mais lenta. Olha que interessante! Bacana que também deu resultado em barzinhos, onde a rotatividade é alta. Quando a música era mais agitada, os consumidores tendiam a ficar menos tempo, liberando logo a mesa para outros frequentadores.
ACORDA, COMUNICADOR! Tem muito mais coisa na Publicidade do que só imagem e texto pra fazer a cabeça dos consumidores. ;-)
sábado, 30 de julho de 2011
Panis et circensis
Abracadabra! E um problema se resolve, e é daqueles que podem resolver outros problemas que dependiam dele. E quando esses problemas se resolvem finalmente,
Abracadabra!, outras soluções mais vêm a cavalo, com sela e montaria bonitas, e o resultado natural vira sorriso no rosto da gente. As gambiarras que estávamos usando pra tentar manter o controle das coisas já não são mais necessárias - pelo menos não por enquanto, ao menos um prazo pra respirar. Mas se de repente acontece um fato novo, um fato ruim,
Abracadabra!, e todo aquele sucesso se torna de uma inutilidade sem tamanho, porque ele não pode ajudar em nada com aquele sorriso que virou cara de choro de repente.
O que fazer quando a onda escura vem e dá um caldo naquela mineirada bocó que pensava que podia furar todas as ondas sem engasgar? E quando você não leva o caldo, mas vê o companheiro se embolando na onda escura?
É essa mania de querer solucionar o insolucionável, proteger do destino que é certo, fazer a cara de choro virar sorriso de novo num estalar de dedos. Coisa de mágico de circo, de circo que pode pegar fogo e, se pegar, vai precisar é de bombeiro, não de mágico.
E o mágico vai se esganar por dentro porque nenhum dos truques que ele conhece pra desbravar sorrisos vai servir pra fazer a lona parar de queimar.
domingo, 26 de junho de 2011
8 meses depois
2010 foi um ano tenso o suficiente pra rever certos conceitos. Percebi que viver pra trabalhar nao eh minha meta de vida. Quero mais eh trabalhar pra viver, viajar, passear, curtir um bocado. Nao que eu jah tenha atingido esse patamar, mas o curso jah estah tracado e no gerundio.
Percebi que nao importa o quanto voce demonstre seu amor, sua preocupacao, sua parceria; se tudo isso estiver sendo direcionado pra pessoa errada, nao vai bastar e ela vai pisar na bola. Mas com isso aprendi a perdoar (ainda que nao a esquecer).
Percebi que nao ha erro em se dedicar ao saber, ao aprender. Quem disser qualquer coisa contraria a isso deve sofrer de preguica aguda ou inveja cronica - alias, aprendi um conceito interessante sobre ser chamado de nerd por outras pessoas e, de fato, nao precisa ser considerado xingamento.
Aprendi que os amigos de verdade estao sempre lah, nao importa se voce passou um tempo afastada, se perdeu contato. Eles estarao lah quando voce voltar, quando voce precisar, e vao te dar a forca adequada pra que voce se erga de novo, sem te deixar mal-acostumada com excessos.
Me assustei quando passei a amar a diferenca num igual, quando me habituei rapidamente aa seguranca dum certo abraco, aa placidez duma certa presenca, ao desafio de estar proxima a uma inteligencia muito superior. E com isso aprendi que nao se trata de tornar a minha felicidade dependente de uma outra pessoa mas, sim, de admitir que sou mais feliz quando estou na companhia dessa pessoa do que quando estou sozinha.
Me permito rir feito uma doida das coisas mais estapafurdias, ateh perder o folego, ateh comecar a chorar, ateh os outros comecarem a rir de mim e nao da tal coisa estapafurdia. Viajo na maionese quando estou na rua e invariavelmente me lembro de uma dessas coisas e caio na risada sozinha. Quero lembrancas alegres sobre mim, Deus me ajude, e nao imagens serias, tristes. Sou Bia, ora!
Hipertensa? Tem gaio nao!
"Ih, errei sua veia, vou ter que furar de novo." Tem gaio nao!
Pagamento atrasado? P*rra! Mas num tem gaio nao!
"Atletico e Vasco perderam pro Guarani e pro XV de Piracicaba!" @#$%^&*... Eh... gaio tem, mas num tem gaio nao... eu acho...
Aprendi que tudo isso aih em cima passa a fazer sentido / deixa de fazer sentido quando meu filho me diz "eu te amo, mamae". E cada vez que o Zeppelin perde gas, fico pensando na camada de ozonio e na sanidade dos meus pulmoes...
Nao estou de volta porque nunca estive longe daqui - soh estava cuidando de outras prioridades, que espero poder compartilhar com voces mais frequentemente. Mas se eu demorar a voltar... TEM GAIO NAO! ;-p